Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

IRÁ A CIVILIZAÇÃO COLAPSAR OU EVOLUIR?

Mäyjo, 16.05.15

Irá a civilização colapsar ou evoluir?

Um estudo recente da Agência Espacial Norte Americana (NASA), com a colaboração do National Socio-Environmental Synthesis Center, alerta que a civilização industrial moderna pode colapsar nas próximas décadas devido ao esgotamento dos recursos do planeta e à distribuição cada vez mais desigual da riqueza.

Os autores do estudo escrevem que “a queda do império romano, e igualmente dos impérios avançados de Han, Máuria e Gupta, assim como de muitos impérios da Mesopotâmia, são a prova de que as civilizações avançadas, complexas, sofisticadas e criativas podem ser frágeis e impermanentes”.

Segundo o biólogo conservacionista Richard Steiner é a fragilidade e impermanência das civilizações humanas que nos conduz à questão do nosso tempo: “Irá a nossa civilização industrial evoluir para se tornar mais sustentável ou vai colapsar?”.

Desde a publicação de “Silent Spring”, em 1962, de Rachel Carson, que a civilização se começou a preocupar com os efeitos a longo prazo da industrialização, escreve o biólogo no Huffington Post. O primeiro Dia da Terra realizou-se em 1970 e foi catalisador de uma esperança que levou à criação de muitas leis para proteger o ambiente. Criou-se a esperança de que os governos se iriam concertar para responder a crises de segurança e impactos ambientais e de que tudo iria ficar bem.

Contudo, 40 anos depois, o optimismo desvaneceu-se. “Estamos preocupados e devemos estar”, sublinha Steiner. Nos últimos 40 anos, a população mundial mais que dobrou, a economia mundial mais que triplicou, as desigualdades aumentaram, a extracção e esgotamento de recursos aumentou exponencialmente, os habitats diminuíram, o terrorismo proliferou e inúmeras espécies extinguiram-se. “Estamos no meio do sexto evento de extinção em massa da história da Terra, mas desta vez causada por nós próprios”, escreve o conservacionista.

Actualmente, a humanidade utiliza 50% de recursos a mais do que a capacidade que a Terra consegue suportar e, se a tendência se mantiver, em 2030 estaremos o dobro dos recursos que o nosso planeta consegue suportar. A questão fundamental, de acordo com Steiner, é se conseguiremos inverter o rumo deste caminho sem saída e encetar por uma via sustentável.

“Seria interessante adivinhar o que as pessoas das sociedades antigas que colapsaram pensaram mesmo antes do fim”, refere o biólogo. Porém, a ameaça é agora global e não local. “O que está agora em risco é a integridade functional da única biosfera que conhecemos e a continuação da civilização. E, no entanto, parece que estamos entorpecidos perante esta ameaça sem precedentes”.

Foto:  Miradas.com.b / Creative Commons

Choque das Civilizações

Mäyjo, 31.01.15

choque das civilizações.jpg

O mundo ficou perplexo com o atentado terrorista contra o jornal Charlie Hebdo, que fez 12 vítimas fatais na manhã de hoje, em Paris. Neste momento, assim como em 11 de setembro de 2001, vale lembrar a tese de Samuel Huntington sobre o "Choque das Civilizações". 


Huntington, famoso expert das relações internacionais, alerta para o risco de um choque entre oito civilizações que não partilham os mesmo valores, e notadamente entre as civilizações ocidental, islâmica e confuciana (as cinco outras, de acordo com ele, seriam: a latino-americana, a africana, a hindu, a eslavo-ortodoxa e a nipônica).

Otimistas, universalistas e mundialistas ficaram escandalizados. Huntington considera-os ingênuos. Seus opositores o acusam de induzir ao confronto, de formular uma "profecia autorrealizadora", quando, ao contrário, o que ele pretende é advertir. Os realistas não acreditam em uma aliança Islã-China antiocidental.

Desde então, tudo acontece como se – embora declarando rejeitar a "teoria" do choque de civilizações – um grande número de ocidentais, na esteira da administração Bush e dos neoconservadores, partilhasse do pensamento de Huntington e dele tirasse conclusões bem particulares.

Os praticantes do Islaminismo fundamentalistas têm uma posição igualmente radical e, como fizeram os cristãos por muito tempo, dividem o mundo entre fiéis e infiéis.

Outros ocidentais, bem como os muçulmanos moderados, negam tal perspectiva (essa "teoria") em nome do universalismo, mas, sobretudo, porque ele os preocupa.

Outros, por fim, estimam que o choque Islã-Ocidente, ao contrário, é um risco sério devido às minorias fanáticas e a uma profunda ignorância mútua que predispõe à desconfiança. Estes não combatem a "teoria", mas tentam afastar o risco e neutralizar os conflitos, propondo, para começar, a paz no Oriente Médio e preconizando o diálogo.

Fonte: BONIFACE, Pascal. Atlas do Mundo Global. São Paulo: Estação Liberdade, 2009, páginas 30 e 31 (adaptado).